Nesta quarta-feira eu fiquei muito "p" da vida quando o contador me ligou dizendo que eu ainda tinha imposto a pagar. Como???? Depois de tudo o que eu já paguei ainda estou devendo mais? "É, a senhora ganha bem. Dá para dividir em 3 vezes, pode ser?". Fazer o quê?
Mas pensando no copo meio cheio, se paguei impostos e mais impostos é porque tenho renda (boa, segundo o contador), trabalho numa empresa legal, sou produtiva. Agradeço a Deus por tudo isso. Já vi o tormento do meu marido sem emprego quando chegamos no Perú e quando voltamos para o Brasil. Ele foi valente e me ama de verdade: deixou tudo 2 vezes por minha causa. Deus, obrigada pelo meu amor também. Mas tenho amigos desempregados há meses. e até anos. Outros que não se encontraram na carreira.
Pensando no sábio "Design de Deus" ao qual me referi no post anterior (2 orelhas, 2 olhos, 1 boca...2 pernas, 2 braços, 2 bandas de pulmões), no sábado passado eu estava um pouco gripada, com dor no quadril fruto do meu surto esportivo (Run, Leti, Run!!!!), e teimei em correr a Reebok 10 Km. Como poderia não ir? Prova badalada, à noite, DJ, malabaristas, túneis coloridos, um kit de provra carésimo! Vamos lá, eu começo, se doer eu paro, disse eu para meu paciente marido. Ele não estava com cara de quem estava gostando da balada esportiva, mas como me ama muito e faz (quase) todas as minhas vontades, me acompanhou.
Mas pensando no copo meio cheio, se paguei impostos e mais impostos é porque tenho renda (boa, segundo o contador), trabalho numa empresa legal, sou produtiva. Agradeço a Deus por tudo isso. Já vi o tormento do meu marido sem emprego quando chegamos no Perú e quando voltamos para o Brasil. Ele foi valente e me ama de verdade: deixou tudo 2 vezes por minha causa. Deus, obrigada pelo meu amor também. Mas tenho amigos desempregados há meses. e até anos. Outros que não se encontraram na carreira.
Pensando no sábio "Design de Deus" ao qual me referi no post anterior (2 orelhas, 2 olhos, 1 boca...2 pernas, 2 braços, 2 bandas de pulmões), no sábado passado eu estava um pouco gripada, com dor no quadril fruto do meu surto esportivo (Run, Leti, Run!!!!), e teimei em correr a Reebok 10 Km. Como poderia não ir? Prova badalada, à noite, DJ, malabaristas, túneis coloridos, um kit de provra carésimo! Vamos lá, eu começo, se doer eu paro, disse eu para meu paciente marido. Ele não estava com cara de quem estava gostando da balada esportiva, mas como me ama muito e faz (quase) todas as minhas vontades, me acompanhou.
Aquecimento, alongamento, esfrega óleo canforado nas partes doloridas, liga o iPod. Começa a balada. Como já estava parada há uma semana tomando anti inflamatório recomendado pelo médico, me sentia ótima. Putz, tô num ritmo legal, os treinos estão valendo a pena! No meio da prova resolvi dar uma "gás". Corredor que se preze tem que planejar a prova e ter estratégia. Prova é para isso, para dar mais, não é? Pois é, não deu. Lá pelo Km 7 senti uma estilingada no quadril. E a música tocando no iPod era ironicamente "I feel good". Parei, me estiquei, comecei a andar de novo...foi só um susto, pensei eu. O design de Deus é perfeito, mas ele também nos deu o livre arbítrio, que eu não usei direito neste dia. A adrenalina, o corpo quente e todas as substâncias que borbulham na hora me levaram até o fim da prova. Meu paciente marido e fã estava lá na chegada sorrindo e orgulhoso. "Parabéns! Você melhorou seu tempo! Vai pegar sua medalha que eu te espero". As lágrimas começam a brotar, a perna travou, uma dor do cão. Me leva para o pronto socorro, buaáááaá! "Não te falei! Teimosa!". Falar o quê? Tinha razão. Fui parar no posto médico da arena e ganhei uma injeção. Depois gelo, gelo, gelo....e só hoje, quase 1 semana depois, é que deu para voltar a dar uma andadinha esportiva. Não aquela de shopping, óbvio, mas no Transport da academia. Não doeu nada, ufa.
Vejam a foto que foi tirada momentos depois da tal estilingada e vejam se estou com cara de quem estava curtindo a "balada". Olhar no horizonte, respira fundo, põe uma power music e manda ver até o final.

Nada de desafiar o Design de Deus. Mas agradeço também pela estilingada, que só a ressonância magnética vai dizer o que foi. A dor (não muita por favor, sou durona mas não exagere Senhor), nos faz lembrar que estamos vivos. Se as pernas doem é porque estão lá, firmes e fortes (metida!), esperando pelo próximo desafio. Tenho uma colega de trabalho que não tem as 2 pernas, outra que perdeu a perna num acidente de moto. Mesmo com um design modificado, são valentes e fortes, e me ensinam que fomos programados para muito mais. Somos Sua imagem e semelhança, então é bom nos comportarmos como tal.
Ontem foi feriado, e eu tinha hora marcada no Dr W. Ele e seus alunos, inclusive seu filho, são pessoas generosas. Atendem aos sábados e feriados na clínica escola. Sei que aos domingos ele dá palestras na comunidade. Dr W e seus pupilos doam seu tempo, talento e amor para ajudar os outros. Eu sou uma destas felizardas. Para isso o raio da insônia serviu também: para conhecer o exemplo de vida de gente como o Dr W.
Ele me ensinou algo novo, uma revisão da teoria da Pirâmide de Maslow, sobre a hierarquia das necessidades. Já estudei a teoria não sei quantas vezes, mas esta lição nenhuma das boas escolas que frequentei me deu. No topo da pirâmide está a realização pessoal. Mas no conceito ampliado, na ponta da pirâmide está a auto-realização por prazer e por amor. Em outras palavras, devolver para a vida a utilidade dos seus talentos. Não por dinheiro, aplausos ou posição social, mas por amor.
Estamos trabalhando arduamente neste conceito. Foi quase um duelo com Dr W para argumentar como em certos casos é quase impossível chegar no topo da pirâmide. Ele entende, é lógico, já foi executivo, dá cursos e consultoria à empresas. É claro que ele sabe como é o ecossistema corporativo. Tem de tudo: leão, crocodilo, cobra, lagarticha, bicho preguiça, camaleão, escorpião, gato que não sai de cima do muro, dinossauros e até pés de salsinha. Graças a Deus o ecossistema é rico, e também encontramos espécies raras e maravilhosas.
Contei à ele a última gracinha que Deus me fez, uma ironia. Copo cheio de novo, é uma boa oportunidade, mas não vai ser fácil. Me perguntava: por que eu??? Tentava extrair do Dr W um pouco de solidariedade com a situação toda. Mas ele foi irredutível: você recebeu muito, agora vai ter que devolver. Maááás....devolva com amor e com prazer. E fez um desenho no flip chart, que prometi colar na porta do armário para não esquecer.
Valeu Deus, vou encarar mais essa. Da última vez eu achei que era uma presepada, mas foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Eu amo o meu trabalho, sinto um prazer enorme naquilo que faço. Aprendi coisas que nunca poderia imaginar. Conheci gente interessante e maravilhosa, vejo olhos brilharem de alegria quando realizam coisas novas e que também não imaginavam que podiam fazer. Muitas portas e possibilidades se abriram, e eu não poderia estar mais feliz. Quem diria que eu ia querer estudar no MIT ou na Babson School? Mês que vem estou indo para Boston num simpósio sobre inovação, convidada por um fornecedor de software que eu ainda não conheço ao vivo, mas trocamos idéias todas as semanas sobre o que o aplicativo pode fazer. Neste mundo moderno, "wiki", virtual, acabei testando o software dele em escala sem querer. E ele mora em Israel, e nós vamos nos cohecer em Boston. Ele me presenteou com um free pass para simpósio, cuja inscrição não é nada barata.
Salve o Dia do Trabalho e o Imposto de Renda! O leão vai ficar contente com a minha contribuição. Mas eu tenho que me concentrar em devolver com muito amor o que Deus me deu, mesmo que às vezes não compreenda muito bem os caminhos pelos quais ele me leva. Eu acho que estou escalando rumo à ponta pirâmide, mas ainda falta um bocado. No dia a dia a gente tem que matar um leão por dia. Ups, ato falho. Matar não: "sai prá lá bichano". Ainda chego lá.
Obrigada Senhor. Obrigada pelo meu design ter vindo na versão "gold". Vou devolver e ainda vai sobrar troco! Aí quem sabe eu ganho um upgrade para a versão "platinum"?
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