No feriado da semana passada resolvemos dar um rolê na Busa. Isso quer dizer escolher mais ou menos que rumo tomar. O rumo inicial era São Pedro, onde têm as famosas águas e um hotel escola sensacional. Um pouco antes estava Pira, Piracicaba. São Pedro ficava um pouco mais a frente, mas Pira tem história. Com sinais convenci o Hector a rumar pra Pira.
Pira faz parte dos anos dourados da minha vida. Na faculdade, A UNESP em Araraquara, eu morei com mais 5 meninas, 3 delas eram de Pira e a 4a tinha familia lá. Em alguns meses, eu era quase piracicabana. O sotaque do interior de São Paulo é uma coisa, o de Pi~~raaaa é outra coisa.
Tinha muita gente de Pira na faculdade. Na verdade, tinha pouco paulistano. Na minha classe eu era a única. Prá que alguém ia sair de São Paulo prá estudar em Araraquara??? Porque era muito mais divertido, oras. O lance era entrar na Unicamp (Campinas) ou na Unesp (Araraquara). Graças a Deus minha mãe não lê meu blog pra saber que eu sacaneei o exame da USP.
Um dos eventos mais importantes de qualquer universidade no interior é o Baile do Bicho em maio, quando se comemora também a libertação dos escravos. No meu primeiro Baile do Bicho , um dos meninos mais lindos da Economia que estava no 3o ano, veio dar em cima de mim. Uma verdadeira honra! Mas quando ele abriu a boca.... era de Pira. Veio me paquerar, eu toda orgulhosa de na estréia pegar um gato do 3o ano. Aí vem o lindo, gestos de felino, e diz assim: "B~~~roto, vamos ver as est~~~~~relas?" Eu fui, mas na hora não rolou. Desatei a rir com o sotaque do piracicabano. Ele me deu um fora e me disse que paulistano era tudo babaca mesmo. B-A-B-A-C-A mesmo. Só por causa do sotaque deixei de ficar com um dos caras mais gatos da faculdade! Essa história tem quase 20 anos! AimeuDEus. Ficamos amigos depois, mas ele nunca mais me deu bola. E Eu aprendi a deixar de ser uma babaca paulistana.
Ir para Pira era uma festa. Ficávamos na casa de uma das meninas da república, e nossa maior preocupação era arrumar um gatinho no fim de semana. Just it. E nessas, passávamos tardes preguiçosas na Rua do Porto, beliscando um peixinho e tomando cerveja naquele calorzão. A Rua do Porto já era uma pré-balada. Parecia o Guarujá, com a galera sentada tomando cerveja ou sorteve, e os carros passando e azarando. Paquerar os garotos da Agronomia da EASALQ... ou os mauricinhos da cidade mesmo. Tudo ia parar no Flamboyant, que hoje não existe mais.
Eis que quase 20 anos depois, Hector e eu aterrizamos na Rua do Porto, prá comer um peixinho e tomar umas cervejas. Que caloorrrrrrrrrrrrrrr, Senhoorrrrrrrrrrrrrrrrr. Gente muito simpática e amável, o passeio foi ótimo e me trouxe as melhores lembranças. Pena que eu não tinha o telelefone das meninas à mão para ligar. Mas não vai faltar oportunidade. Ir para Pir~~a é muito gostoso e a cidade é ótima. Hector estava todo feliz em finalmente conhecer "O Rio, de Piracicaba....".
Carcanhar de grrrilo, asa de barrrata, caxarrra de fosfro, zócro, zócro, zócro de rayban. A porrrrteirrrraaa abre, a porrrrteirrrra fecha, nheque nheque nheque. Já que está que fique, XIS VÊ , XIS VÊ de Pirrrracicaba (XV de Piracicaba, o time de futebol). Arco, Tarco i Verva (Alcool, talvo e Agua Velva).
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