As férias foram ótimas, valeu cada segundo. Pena que acaba....
Rodamos 2 mil km por Portugal entre vinhas, olivais, estradas fantásticas, muito bacalhau, vinho, pastéis de nata e a simpatia dos portugueses. Já tenho saudades de ter como maior preocupação não repetir uma receita de bacalhau ou um vinho.
Mas antes de ver o sol brilhando sobre as parreiras carregadas do Rio Douro, a sessão trancos e barrancos continuou além mar.
Um conselho: se puder, NAO VIAJE DE TAP. "Tamancos Aéreos Portugues" ou "Tratado A Patadas", como preferir. Não precisa pensar muito: a TAP é do governo e tem monopólio.
Nossos vôos de ida e de volta atrasaram 1 hora e meia. Nos 2 casos, o atraso se deveu a "missing passangers". Quando alguém não embarca acontece o quê? Atrasa tudo porque têm que procurar a bagagem do fulano(a) e tirar do avião. E você, que já vai ficar lá dentro por mais de 9 horas de vôo, fica mais 1 ou 2, esperando a missing fucking person aparecer ou a bagagem ser expulsa. Mas é muito estranho que isso tenha acontecido 2 vezes.
O detalhe é que, no vôo de ida, uma família inteira que foi dada como missing passanger estava DENTRO do avião!!!!! Fizeram uma quizumba tremenda antes da decolagem. Na chegada à Lisboa, a família, que era de espanhois, se recusava a sair do avião. E a gente dentro daquele ônibus de transporte suando frio porque só faltavam 40 minutos para passar na imigração e pegar outro vôo em outro terminal.
Discute prá lá, discute prá cá. Os portugas não se entendiam com os gallegos e vice versa. Não queriam embarcar no ônibus e sair da pista!!!! O problema todo é que a bagagem deles ficou no Brasil por conta da confusão de missing passenger. Lá pelas tantas o povo começa a se exaltar dentro do ônibus. 1) Não se dicute na pista do aeroporto 2) Que despachassem os passageiros do ônibus lotado e depois levassem a família. Um grandalhão desceu e ameaçou dar porrada. Passa mais um tempo Hector se encheu, começou uma frase simpática com " ...arajo" e em bom espanhol convenceu aquela gente que nada se resolveria na pista e sim no terminal. Pareceu fazer sentido para lusitanos e gallegos.
Chegando no terminal, escutamos a chamada para nossa conexão. Pedimos ajuda a um funcioário do aeroporto para não perder o vôo. Ele diz que vamos ter que correr. Não tem problema, a gente corre!!!! Entramos na fila destinada à tripulação conforme indicado. Uma família de brasileiros deixa a gente passar na frente. O cara da imigração com os 2 passaportes na mão, o carimbo a 2 centímetros da folha... o cara olha prá gente e fala: "Peraí, vocês não estavam na fila". Explicamos o que houve, ele joga os passaportes de volta e diz que TODA aquela fila estava perdendo o vôo e que a gente deveria voltar para o fundão. Pataquepariou do portuga!!!! Quem estava na fila já tinha perdido o vôo e só nós tínhamos a chance de pegar o nosso!!!! Mas de certa forma ele estava certo. A gente é que quer dar jeitinho em tudo.
Voltamos pro fundão, amaldiçoamos o portuga, respiramos fundo para não embarcar no vôo de volta para Sampa com alguma malcriação. Passamos finalmente. Olhei o painel e o gate ainda estava aberto para embarque. Saí no maior pinote pelo aeroporto, o Hector esbaforido atrás, com as calças caindo porque fizeram ele tirar o cinto. Chego no portão e a porta do avião tinha acabado de fechar. Arghhhhhhhhhhhh
Paciência, fazer o que??? Lisboa-Porto é como a ponte aéra Rio-São Paulo. O próximo vôo era dali a 40 minutos. Tinha um cara na nossa frente fazendo o maior escândalo porque perdeu o vôo. Mas já tinha perdido!!! E tinha uma sujeita no balcão sem fazer nada que disse que a gente tinha que esperar nossa vez. Afinal, todo mundo que estava ali queria pegar o próximo vôo também, mas cada um na sua vez. Resumo da ópera, ops, do fado, os 3 próximos vôos estavam lotados e só viajaríamos às 4:30 da tarde. Eram 10 da manhãããã.
Vamos lá fazer o pré check in pra nos livrarmos desse perrengue, a mulher fecha o check-in na nossa vez, sendo que não tinha ninguém atrás. Outra fila, fazemos finalmente o novo chek in e nos certificamos de que a bagagem ia com a gente. A moça, dessa fez muito amável, disse que a Tap tem um sistema muito moderno de código de barras, e que as bagagens só vão para o avião quando o número do check in é confirmado. Ok então.
Demos um rolezão no Parque Vasco da Gama, super legal. Foi construído para a Expo 98 e é um espetáculo. Voltamos para o aeroporto, nova fila de embarque, não sem antes perguntar o que seriam das bagagens. A patrícia confirma sobre o sistema super high tech do código de barras.
Chegando ao destino, nada de bagagem. Ai Ai Ai. Já tive bagagem perdida em Orlando, que veio no último vôo. Foi o que pensei. Dado o aviso do extravio o super sistema de código de barras ia ser acionado e até o último vôo a bagagem apareceria. Não apareceu. Tive um xilique. De calcinha usada, lentes grudando nos olhos e cabelo zoado não há humor que supere. Felizmente saímos do Brasil com seguro de viagem, e na manhã seguinte as malas apareceram. Pelo pessoal do seguro, não pela TAP.
Naquela primeira noite saímos para comprar calcinhas, cuecas, camisetas e o básico de uso pessoal. Uma loja mais linda que a outra. Saímos para jantar já bem tarde e quando contamos ao dono do restaurante ele reagiu com a maior naturalidade. Aliás, ninguém se espanta com isso. A especialidade da TAP é perder bagagens e passageiros. Teve gente que demorou 3 meses para receber a bagagem de volta.
Depois desse perrengue resolvido, foi tudo uma maravilha. A pena é que perdemos 1 dia no Porto, que é uma cidade muito legal. O clima estava maravilhoso, pegamos o início da colheita das uvas e visitamos muitos lugares lindos. O sol só ia dormir depois das 8 da noite, então dava para passear até cansar.
Tenho um monte de histórias, coisas legais para contar e mais de 1 giga de fotografias!
Nenhum comentário:
Postar um comentário