terça-feira, 19 de maio de 2009

Houston, We have a problem!




Legenda das Fotos
Museu da Saúde
Eu, toda me achando com meus óculos enormes de US$10 que cobrem qualquer ruga ou olheira que possam existir. Um óculos desses, batom e blush fazem milagres.


Cheguei no domingo e ainda sobrava um tempinho para ver alguma coisa legal em Houston. Eu adoro passear e mesmo morta de cansada e com fuso horário bagunçado resolvi ir até o Bairro dos Museus. Os Museus ficam entre parques lindos e é um passeio que vale a pena. Fui correndo até o Museu de História Natural, mas não deu para ver muito.

Em Houston já é primavera e o dia fica claro até as 8 da noite. Depois do museu voltei caminhando para "Downtown" (chique falar isso) pelos parques olhando para ver se vinha um taxi. Nó cega eu que não se tocou que era Dia das Mães, Tinha jogo de futebol americano e jogo de beisebol. Ou seja, pouquíssima gente na rua e nada de yellow cab. Andei, andei, despreocupada enquanto a paisagem era bonita. Depois comecei a entrar nos bairros, as ruas enormes desertas, nada de carros muito menos de taxi. Quando me dei conta já estava andando há mais de uma hora e não tinha NADA aberto, foi me dando desespero. Para chegar em Downtown faltavam mais uns 10 Km. De carro é rapidinho, mas andando e ainda com uma sacola de tranqueira na mão não ia dar. Sem falar que as poucas pessoas na rua eram bem estranhas - não estou falando de rico ou pobre, mas de gente bêbada, drogada e mal intencionada. Ainda mais eu com aquela cara de palerma que todo turista tem.

Avistei um posto de gasolina com uma bodega daquelas trash de filme americano. Fui falar com o dono, um indiano, com os olhos já meio como de boneco japonês que vai chorar. Ele ligou para uns 2 amigos, nada. Depois foi um tempão para descolar o numero de Yellow Cab (taxi comum). O cara foi um anjo, e mesmo com o povo cada vez mais esquisito que entrava na bodega ele garantiu que eu ia chegar no hotel, nem que chamasse o 911.

Por fim apareceu um tiozinho, e eu pedi para me deixar num centrinho comercial com restaurantes. Na volta, a mesma coisa, MAS agora eu estava em poder do numero do Yellow Cab. Liguei, já que nem ônibus passava. Do outro lado da linha a fofa me diz que nao aceita meu celular ou o numero do hotel como referência!!! Eu disse que era estrangeira e pedi pelamordedeus para ela mandar um cab e que aceitasse o numero do hotel. A voz devia ser a de boneco japones quando vai chorar, mais os olhos lacrimejantes. Menos mal que aí eu só ia ter que andar uns 5 Km

Depois de uns 5 minutos, um cara para na esquina e chama pelo meu nome. Milagre! Era um africano enorme numa van chamado Val, que jurou que foi a central que o enviou. Peguei taxi com ele mais umas 3 vezes no esquema Rescue Me, Val. Ele morria de rir e não acreditava como eu era azarada de nunca encontrar um taxi.

Durante a semana eu fui colecinando os cartoes dos meus private cab drivers, com preferência para o Val, que despencava de qualquer lugar para vir me buscar.

O que mais vale a pena é conhecer estas pessoas. Todo motorista tem uma história e a maioria é estrangeiro. Adoram o Brasil e falar de futebol e perguntam se o Ronaldo é gordo mesmo. Apesar do cansaço, valeu a pena a conversar e andar de taxi em Houston. Foi diversão garantida!

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