terça-feira, 28 de abril de 2009

Born to be Free


Vou chegando aos meus quarentinha (chegando, veja bem, ainda faltam uns bons anos) e do alto da minha independência emocional, financeira, etc, me permito fazer o que sempre quis fazer: ter a moto, fazer tatuagem, cortar o cabelo com tesoura e ficar péssimo, viajar prá onde quiser....

Pois é, nessas eu fiz minha segunda tattoo e a frase "Born to be Free" está estampada bem no meio das costas. A Tattoo ainda nao está terminada. Ainda falta pintar e cicatrizar o desenho primeiro. Doóóóóóíiiiiiii, mas vai ficar legal.

Mas a frase não é para ser rebelde com pais, autoridades, marido, etc... Nós mesmos nos colocamos entraves e nos autosabotamos para não fazer um monte de coisas. Na nossa cabeça nós criamos as fantasias de por quê não faço isso ou aquilo, ou o medo de ser julgado e não segurar o BO despois, ou ser discriminado. Cada vez mais eu falo o que penso, tento ser autêntica e sou irreverente. Essa sou sou e isso está ficando cada vez mais marcante com o passar dos anos. Ás vezes eu quebro a cara e poderia ter ficado de boca fechada, mas... CQC, Custe o que Custar.

Ler Born to be Free nas minhas costas é um recadinho para mim mesma.

Meus irmãos ficaram escandalizados e não gostaram de eu ter feito outra grande nas costas. E quando você ficar velha? Vou ficar uma velha de asas, ora. Não vou ser velha NUNCA, vou ser jovem há mais tempo. E tenho gente bem amada perto de mim que já é assim. Já comentei sobre a irreverência e as características da minha linhagem. Até minhas tias postiças são um pouquinho crazy. O que tem de mal uma tatto grandona nas costas? Tem de mal que se eu dar bola para quem fala putz, tatuada, motoqueira, mexe com estas paradas de tecnologia, detona o cabelo com tesoura de frango (depois eu conto essa), vai prá África sozinha, corre maratona... que chatice.

A tattoo vai ficar bem linda. Não vou parecer uma galinha voadora, mas quero estar mais perto dos anjos. O cara que me tatuou é um artista e gosta do estilo realista. Vai custar tempo e uma dorzinha suportável para terminar e pintar minhas asinhas. Mas eu adoro ter o que ninguém tem e fazer o que ninguém faz. Vai ver que é por isso que eu só escolho trabalhos empepinados, complexos, situações inusitadas e complexas.
Essa sou eu, e não adianta querer consertar! Se não, eu ia perder a graça, e você não estaria lendo este texto.

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