quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Felicidade Interna Bruta

Susan Andrews esteve na Natura hoje falando sobre o conceito de Felicidade Interna Bruta. Numa palestra emocionante, a encantadora Susan falou sobre um novo conceito de medição de prosperidade: em vez do PIB (Produto Interno Bruto), o FIB (Felicidade Interna Bruta).

A idéia de medir o FIB é originária do Butão. Hoje a ONU está evoluindo o conceito no mundo todo, baseando-se na ciência edônica, que estuda o que é que traz felicidade para o indivíduo. Os estudos científicos passam pelo estudo do nível de cortisol (hormônio do stress), mapeamento cerebral, das expressões da face, questionários, entre outros. E o assunto vem explodindo como ciência principalmente na Europa e Estados Unidos. Na Europa o país mais engajado em estudar o FIB, incluindo economistas, é a FRança.

Os estudos dizem que pessoas com maior FIB têm o sistema imunológico mais forte, são melhores líderes, mais bem sucedidos, mais produtivos, ganham mais, têm melhor auto estima, casamentos mais estáveis e se saem melhor em entrevistas. Do ponto de vista empresarial, são empresas mais rentáveis e com maior valor de suas ações.

Estamos num ponto de mutação, onde as pessoas e o planeta não suportam mais os excessos, a pressão, competição e o stress. Nos USA foi criado um mito de que a felicidade é ter dinheiro - More is better! Este é o mantra americano. Americana, Susan diz que para viver o sonho americano você tem que estar dormindo, porque se tornou um pesadelo. Vimos um gráfico onde os eixos são melhor (felicidade) x mais (materialismo). A curva é ascente e se acentua do nível de sobrevivência, passando pelo conforto e atingindo seu ápice no luxo. Mas a curva começa a declinar a partir do luxo, ponto chamado de "o suficiente". O ponto onde a curva volta a encontrar o eixo é "demais".


A questão é:será que mais é melhor mesmo? Depois do ponto "suficiente" o nível de felicidade não evolui, ao contrário, começa a declinar. Um estudo diz que o nivel de felicidade dos mais ricos da Forbes depois de alguns meses é semelhante aos dos Amish, dos Inuits que vivem em casas de gelo na Groenlandia ou dos Masais africanos, cujas casas são feitas de estrume. O PIB americano cresceu 3 vezes desde a década de 50, mas o FIB declinou em maior velocidade. Bobby Kennedy já criticava o sistema ao dizer que o PIB mede tudo menos o que faz sentido na vida. E não é à toa que 1 em 4 americamos sofrem de depressão, os índices de obesidade são gritantes, sem falar das paródias novaiorquinas de viver num apartamento minúsculo e rezar para que seu vizinho não fale com você.

A explicação deve ser vista como uma esteira rolante: nosso sistema nervoso se adapta e se acostuma. Por quanto tempo mais riqueza mantém a felicidade?

Num questionamento provocante, Susan pergunta: " O que vc preferiria? Ganhar na loteria ou perder as pernas num acidente de carro?". A resposta parece obvia, mas 1 ano depois as pessoas voltaram ao mesmo nível de felicidade. Lembremos do caso do ator Christopher Reeve e de seu acidente com o cavalo. Apesar de todas as limitações provocadas pelo acidente, ele ainda levantou US$ 25 milhoes para pesquisas para céluas tronco.

Existe então um ponto basal (set point) para a felicidade. 50% do nosso humor é genético. Mas boa parte pode ser alterada transformando nossa bioquímica, mobilizada por hormônios e neurotransmissores. A bioquímica está ligada à secreção do cortisol pelas glândula supra-renais. Esta é a epidemia do século! As pessoas mais felizes têm um nível de cortisol 32% inferior.

A depressão está ligada aos níveis de cortisol e as pesquisas científicas seguem por este caminho. O cortisol cria uma sensação tóxica no organismo que afeta a mente. Até agora depressão sempre foi tratada com aumento de serotonina. Os medicamentos que tratam os níveis de cortisol ainda não foram aprovados pelo FDA, mas podemos tentar reduzir seus níveis de forma natural. A Natura também está realizando pesquisas neste sentido. Os métodos naturais passam por técnicas de relaxamento produndo, massagem, toque e respiração adequada (diafragmática). Bastam 30 segundos de concentração e respiração para baixar os níveis de cortisol.

Então, o que é que traz mais felicidade? Conexão e companheirismo, pertencer a um grupo, por exemplo, convivência harmoniosa. A mudança passa pela cooperação, compaixão e amor. O que os economistas de classe Premio Nobel têm discutido é que se o aumento do PIB não aumenta a felicidade, então estamos usando a métrica equivocada. A comparação é entre a habilidade de produzir e consumir versus a felicidade e a satisfação.

Neste sentido a França está indo além do IDH (indice de desenvolvimento humano) e acrescentando outras dimensões subjetivas e materiais para compor o FIB, mas que podem ser medidas estatisticamente.

O modelo sistêmico tem 9 dimensões: padrão de vida, Educação, Saúde, Acesso à cultura, governança (transparência dos lideres), resiliência ecológica, vitalidade comunitária e no centro do sistema o bem estar psicológico.

Por fim, Susan acrecentou que além destas dimensões é preciso manter um senso de missão na vida, isto é, dedicar-se a uma meta maior. Não trabalhar só em prol de si mesmo, mas para a felicidade comum. Com lágrimas nos olhos ela encerrou dizendo que talvez não veja esta transformação na sua vida, mas que desejava aos mais jovens que possam protagonistas deste novo tempo.

Na Natura será formado um grupo piloto para exercício e reflexão deste novo modelo, do qual seguramente eu vou participar. Trabalho numa empresa em constante transformação, e apesar de que ultimamente meu FIB anda reduzido, em parte pelas demandas de trabalho, vou arrumar tempo para fazer parte desta ação. Seja por curiosidade intelectual, já que são estudos econômicos, seja para levar conceito e aumentar o FIB dos meus amigos e familiares.

Para conhecer mais o tema consulte os sites:
http://www.visaofuturo.org.br/
http://www.felicidadeinternabruta.org/

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Milhagem


Domingo corri as 10 milhas da Mizuno, que traduzindo, é uma prova de 16 Km. Sabia que não ia ser moleza porque eu já corri 2 vezes os 15 KM da São Silvestre. Unzinho a mais não ia fazer tanta diferença.


Mas desta vez fez. A motivação foi completamente diferente. Na São Silvestre a euforia e a muvuca do povão te empurram pelo menos por uns 2 kilometros, sem falar na ajudinha que a descida da Consolação dá. Desta vez era um trajeto quase plano e sorte que o tempo estava bom.


Verdade seja dita que eu não treinei lá estas coisas. Eu virei um hamster de academia e a maior parte do tempo eu corro na esteira. Aí vai que é uma beleza, com gatinhos circulando, ar condicionado e TV de 50 polegadas para dar uma animada. Ou na aula de corrida, com as brincadeirinhas do professor e nada com muito compromisso a não ser terminar a aula sem despencar. Também me autosabotei com esta história de fumar um cigarrinho vez ou outra, uma burrice absoluta. Agora com a lei que entra em vigor amanha, nada de cigarro aqui na "firma". Prá fumar só indo lá na Anhanguera, e eu não sou "chapa" de caminhoneiro prá fazer ponto em rodovia. Então essa de fumante ocasional por stress já era.

Na foto da chegada dá para ver a minha animação. Todas as fotos que eu tenho de chegada de prova são vibrantes, mas nesta...quase que me jogo no tapete da contagem

Com isso desisti da meia maratona do Rio. Ainda bem que eu nao tinha comprado passagens e resrvado hotel no Rio. Putz mico que ia ser. Fica para o ano que vem ou tento outra prova desta aqui em Sampa até o fim do ano treinando direito. Como disse meu professor, correr só na esteira perde o tchan. Meu tchan está por aí e tenho que correr atrás dele - literalmente.

Der qualquer forma fiquei feliz em termminar a prova e desafiar meus limites. Dei uma folga nesta semana, mas a verdade mesmo é que o Hector viajou e para não ficar sozinha de bobeira em casa, tive happy hour todos os dias, começando pelo sensacional encontro com o Pantaneiro na segunda. Em breve chegam meus 38 gloriosos anos e me sinto melhor do que nuca. Pode vir que eu te pego!

Bro, o vencedor

Apesar de ser economista e mandar bem em estatística - e acreditar nela com reservas - graças a Deus somos seres humanos e não números da estatística. Contra todas as previsões e estatísticas que mais sentenciavam do que davam esperanças, Bro venceu. O cisne negro voou e espero que para bem longe. A batalha ainda não terminou, ele agarrou as chances que tinha e venceu! A cura virá ao longo do ano e ainda vamos acompanhar por um período, mas ele é guerreiro e Deus é pai. Espero que os resultados positivos da nossa luta seja um exercício de humildade para aqueles que bateram as portas na nossa cara, nos causaram angústia e tristeza.

Novamente aproveito o blog e este post para agradecer à nossa família, amigos antigos, próximos e distantes pelas orações, pensamento positivo e muita fé. Agradeço também aos desconhecidos que oraram por nós, engordando a corrente de gente que pediu aos Céus, seja de que maneira for, pela cura do meu Bro.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Jantar com as estrelas

Não sou de frequentar lugares da moda, mas ontem fui parar num destes onde circulam os famosos. Estava com mais 3 amigas comemorando a promoção de uma delas. Quando eu cheguei a Chandon já estava gelada em cima da mesa. Minhas amigas são chique do "úrtimo".

Além de não frequentar este tipo de lugar - só com elas mesmo - sou a maior nó cega em reconhecer gente famosa. Acho que tenho lido pouco a Contigo ou a Caras no cabeleireiro. No lugar já estavam aboletados o casal Daniele Winits com o marido da propaganda de fraldas Pom Pom. Sei lá eu o que o cara faz, dizem que é apresentador, do que, não sei. Só conheço o cara da propaganda. Passei por eles para ir ao toalete e nem reconheci a Winits com os cabelos desgrenhados e uma roupa que fazia ela parecer com uma salsicha. Vai ver que era o look segunda feira.

Olhando mais adiante estava o ex nadador Xuxa e sentada no bar a eterna Escrava Isaura Lucélia Santos, que´já está tão passadinha que parece que foi escrava a vida toda.

Lá pelas tantas, 2 garrafas de Chandon depois e no meio de muitas risadas, eis que os deuses entram bar adentro. Nada menos do que Rodrigo Santoro, o "Pantaneiro" da novela das 6 (não sei o nome dele mas o sujeito é um espetáculo) e o que deveria ser o manager deles. O ar parou.
Na hora o mulheril já estava todo alvoroçado com a entrada dos moços. Entraram, sentaram no bar e depois saíram para tirar fotos com as fãs, especialmente o Santoro, que já estava bem alegrinho e achava graça de tudo.

Foram sentar lá fora, no frio tadinhos, esperando uma mesa. Detalhe: sentaram-se bem na nossa frente do outro lado do vidro. Estávamos no maior papo cabeça falando de maridos, filhos e congelamento de óvulos "bonitos" para quando der na telha de engravidar, mas a conversa foi pro saco na hora porque simplesmente não dava para parar de olhar a tietagem e o espetáculo de ver os moços tão de perto.

Finalmente entraram, sentaram e fizeram os pedidos. E dá-lhe foto, sorrisinhos do Santoro para a garçonete (tá apelando?). Hoje meia São Paulo acordou com torcicolo de tanto virar a cabeça para olhar. Dei sorte: o Santoro sentou de frente prá mim. Jesus me abana! E nós como umas adolescentes traçando estratégias para esbarrar neles, tirar uma foto, tentar um ângulo para foto de onde estávamos no maior deslumbre.

Num momento o Santoro levanta de vai para o toalete. Uma das meninas, a que foi promovida, foi como um míssel teleguiado atrás. Ela voltou uma eternidade depois contando que os 2 estavam lá lavando as mãos quando ela comenta na maior intimidade que o trabalho dele em Som e Fúria foi ótimo, e ele comenta que talvez não fosse um seriado para povão, e blá blá blá. Claro que tinha que ser promovida, foi a mais esperta mesmo. E dá-lhe torpedos para amigos, irmãos e a parentada contando a novidade.

Terminaram o jantar e nós também. Tá certo que a gente ainda embaçou, pediu sobremesa, tomamos mais umas cervejas (outra Chandon seria a falência). Saímos antes e pedimos os carros para o manobrista. O carro chegou na hora que eles saíram. Abandonamos o carro no meio da rua para fingir fumar um cigarrinho no banco ao lado, esperando que eles fizessem o mesmo. Não fizeram, mas o Santoro voltou do meio da rua para tirar foto com umas meninas. Os outros 2 já estavam no taxi, os carros parados na rua e a babá de uma das meninas ligando insistentemente que o bebê não parava de chorar e pedia que ela voltasse.

Passei mal de tanto rir da nossa tietagem e foi uma comemoração bem divertida. A conta foi salgada, mas valeu cada centavo pelo espetáculo à parte e tantas risadas que demos.

Em tempo, o "Pantaneiro" é o Zeca de Paraíso, interpretado por Eriberto Leão. ESPETACULAR.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Amizade

Eu não costumo repetir post, mas este merece. É a terceira vez que eu publico o texto abaixo, mas vale a pena. Ontem foi dia do amigo e amei poder mandar e receber recadinhos que agredeciam pela nossa amizade. Nós não deveríamos esperar para fazer isso só uma vez por ano, por isso o texto do Vinícius expressa bem o sentido da amizade. A Natura também inaugurou o Natura Conecta, um espaço de relacionamento com seus públicos, onde os colaboradores podem convidar seus amigos para participar. Pouco a pouco vou adicionando todos os meus, que não são poucos! Pelo menos aqueles que eu sei que curtem a Natura.

Recebi este texto da minha querida Alba, que vejo pouco, mas sabe que tem lugar garantido no meu coração.


AMIGOS (Vinicius de Moraes)

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo !
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos !
A gente não faz amigos, reconhece-os.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Bro, o valente

Se medicina fosse ciência exata se chamaria engenharia. Bro, é um valente. Escutou um monte de prognósticos horríveis, houve médico que desistiu de trata-lo porque não ia adiantar. A máxima foi aprender como é que funciona uma fila de transplante: você fica sentado esperando piorar até chegar a sua vez. Claro que ninguém faz isso por crueldade. O sistema é assim e o cisne negro faz a festa sobre o céu das nossas vidas.

Mas o Bro é valente. Ele nunca desistiu dele mesmo. Preparou a cabeça, corpo e o espírito para o que ia vir. Sempre disse que o que acontece com os outros não acontece com ele. Sempre teve a certeza de que havia uma saída e batalhou até achar.

Um amigo que teve câncer muito jovem e passou por uma barra sem tamanho disse que se ele tivesse 1 chance é dessa chance mesmo que ele precisa. um primo acrescentou que, para médico, esta 1 chance tem que ser 100% de chance para ele.

Verdade seja dita, ele contrariou todos os prognósticos até agora. No dia em que esperávamos encontra-lo derrubado e desanimado, ele aparece para almoçar vestido com o uniforme de motoqueiro. Foi na General Osório comprar um capacete e depois foi dar um rolezinho de moto. "Acordei bem, prá que ia ficar em casa ?" disse ele para nosso espanto. Acho que ele tem um mecanismo mental de se achar um super herói. Nós dizemos que ele é como o Pica Pau, que nunca sai perdendo e sempre acha jeito prá se safar de qualquer confusão.

Ainda é cedo para cantar vitória e testemunhar para o mundo que cisne negro voa e pode virar um lindo cisne branco. Mas eu definitivamente tenho certeza que o Bro é um super herói.

Eu aproveito o post para agradecer a força, orações e todo apoio que temos recebido de nossa família e nossos amigos nesta jornada.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Thriller

Não acredito que eu vou morrer sem ter ido a um show do Michael Jacksoon. Dias antes eu estava fotografando a estrela dele na Calçada da Fama em Hollywood.

Quando adolescente e nos tempos do ballett toda folga era para ensaiar os passos de Thriller ou Dirty Dancing. Sabia cada passo da coreografia! Como video cassete era artigo de luxo, ter uma fita gravada com o clipe era o máximo dos máximos. E ter uma jaqueta vermelha o mais máximo ainda.

Eu choro pelo Peter Pan da música. Olhando aquela figura frágil dos últimos tempos não dá para imaginar como dali sairia uma voz potente, aquela presença de palco e energia para
dançar coreografias sempre incríveis.

Cause this is thriller
Thriller night
Girl, I can thrill you more
Than any ghoul would ever dare try(
Thriller)(Thriller night)
So let me hold you tight
And share a(Killer, thriller)
HAHAHA AHAHAHAHAHA AHAHAHAHAHA AHAHA